Canadá

Como trouxemos as gatas pro Canadá :)

22/06/2016

Quando nós decidimos vir pro Canadá, a nossa maior preocupação desde o início foram as gatas. Deixá-las para trás nunca foi uma opção, e se não desse certo delas virem conosco, nós também não viríamos. Agora que deu tudo certo, vou contar um pouquinho como foi todo o processo.

Por quê elas não foram na cabine com a gente?

A primeira pergunta que todo mundo fez foi “mas elas podem ir lá dentro com vocês, né?”. E, infelizmente, não, elas não puderam. Existe sim a possibilidade de animais pequenos viajarem na cabine com os donos, mas só é permitido um animal na cabine por passageiro, e como eu não poderia ter uma delas em meu nome, pois entrei no Canadá como turista, as duas só puderam viajar no compartimento de animais no nome do Leo.

Elas viajaram juntas ou em casinhas separadas?

Logo que a gente comprou a passagem de avião, fomos também comprar a casinha delas. Escolhemos uma bem grande, para as duas poderem ir juntas. Poucos dias antes da viagem, a nossa veterinária disse que aconselhava elas irem separadas, pois não sabíamos qual tipo de reação elas poderiam ter (brigarem entre si) e o motivo que mais me chamou a atenção foi o fato de que, se uma delas passasse mal, com as casinhas separadas a gente saberia qual foi.

Ficamos super em dúvida se comprávamos outra casinha de última hora ou não, mas decidimos deixar do jeito que estava, pois ficamos com medo delas se estranharem caso ficassem separadas por causa do cheiro delas que poderia mudar. Isso aconteceu uma vez que a Xalopa passou a noite internada e voltou com o cheiro do hospital, a Banguela não a reconheceu e demorou uns dias pra tudo voltar ao normal. Elas chegaram super bem, sem machucados, não passaram mal e com um cheirinho diferente de avião, o que confirmou nossa hipótese de que teriam se estranhado.

Air Canada

Assim que compramos nossas passagens, ligamos na Air Canada para reservar o lugar delas.

Não foi tão simples porque durante o cadastro não aceitaram o fato das gatinhas serem vira-latas, a gente tinha que dizer uma raça dominante, então o Leo pegou uma raça qualquer no Google e ficou por isso mesmo, o que nos deixou muito preocupados. Não sabíamos se o fiscal poderia implicar com isso e as gatas não entrarem no Canada.

Além disso, o Leo se enganou e disse que elas tinham o focinho curto, e então a atendente disse que não seria possível elas viajarem pois a AC não transporta animais de focinho curto. Até conseguir voltar atrás e explicar que havia sido um engano e que o focinho delas era normal, foi bem complicado e desgastante, mas acabou dando certo.

Um dia depois, ligamos para saber se tinha sido aprovado e a resposta foi positiva mesmo com essa confusão.

Quando fomos na veterinária, perguntamos se poderia dar algum problema o fato de termos passado uma raça aleatória das gatas para a cia aérea. Ela disse que não havia problema nenhum, que ela colocaria no atestado que elas eram dessa raça e eles não poderiam discutir isso, a menos que quisessem levá-las para fazer um exame de DNA, o que obviamente eles não fariam. Assim, eu fiquei mais tranquila.

Documentação necessária

Contei tudo sobre a documentação e burocracia da viagem nesse outro post.

O dia da viagem

As gatas já começaram a ficar um pouco diferente alguns dias antes da viagem. Elas com certeza sentiram muito toda a movimentação da casa, todos os móveis saindo, muita gente entrando e saindo pra ajudar…
Nosso voo sairia às 20hrs de Guarulhos. Chegamos às 17hrs no aeroporto, o Leo apresentou as gatinhas no próprio check-in, onde o atendente conferiu toda a documentação, deu uma olhada bem fuleira na gaiola (nem precisava ter me estressado tanto com o lance da raça que eu contei no outro post) e estava tudo ok (ufa!). Levamos as gatas em uma outra sala onde entregamos elas de vez para serem embarcadas. </3

A gente não levou comida nenhuma para elas porque eu havia lido em algum lugar que não poderia, mas chegando lá, o atendente disse que poderíamos ter deixado um potinho de comida dentro da gaiola sim. Ficamos com pena, mas acho que foi bom porque elas aguentam ficar sem comer e isso diminui a chance delas enjoarem e vomitarem na viagem, o que de fato não aconteceu.

Chegando no Canadá

Chegando no Canadá, o Leo havia preenchido no formulário que entregam no avião que estava trazendo animais e foi tudo bem na imigração, não perguntaram nada demais. Logo após pegar as malas, ele pegou a gaiola das gatas em uma outra sala no mesmo saguão. Na hora de sair e entregar o formulário, ele foi para uma outra sala de inspeção onde o agente perguntou sobre as vacinas, documentação, olhou a gaiola e cobrou uma taxa de C$39,00 de inspeção.

Adaptação

A nossa prima aqui do Canadá já havia comprado caixa de areia e areia para elas terem quando chegassem aqui e trouxemos sachês de ração molhada para elas. Assim que abrimos a gaiola, elas já foram para a caixinha de areia, comeram e beberam água, tudo normalmente! o//// Elas ficaram segurando tudo na viagem coitadinhas, a gaiola estava limpinha quando checamos.

Conclusão: elas estavam melhores do que eu esperava, não estavam estressadas, e se adaptaram bem à casa nova mais rápido do que esperávamos. Está sendo tudo muito novo para elas. Inclusive sobem e descem escadas, que elas nunca tinham visto antes hahaha! Agora estamos morando em uma casa com 6 pessoas, com acesso direto pra rua, mas elas estão cada vez se sentindo mais à vontade com tudo e todos aqui.

Fico pensando se elas fazem ideia do tamanho da mudança pela qual passaram, mas acho que não hahaha o importante é que deu certo, porque estávamos bastante apreensivos com tudo isso, mas elas se mostraram mais forte do que imaginávamos, ownn *-* Se tiverem mais alguma pergunta, fiquem à vontade para me perguntar, ok??

 

 

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